Pequena Liz, tão cedo, pôs-se a flutuar na imensidão do além nós. Foi, sorrateira, brincar nas nuvens, encantar as estrelinhas, sorrindo para todo lado, tocando o céu com os dedos. Foi, danadinha, tão distante, mas tão distante, que chega a apertar o coração de quem ficou, daqueles apertos que dóem, sabe? Corações que te queriam aqui, pertinho da gente, para poder acarinhar... te ver no brilho de tua mãe e na bobice de teu pai, decerto - sim, pois é impossível que tua mãe não brilhe como um Sol sereno e ameno, por todo o mundo que lhe toca, assim como que não pareça teu pai um bobo, ao te chamar pelo nome. Notre petit couer, me permita dizer: estes dois seres iluminados, imersos a esmo no mundo, buscando sentidos e os encontrando um com o outro; estes que, com alguma sorte, a gente encontra num sopro, e que nunca mais deixamos ir, de tão doce tê-los ao lado... ah, menina!, não poderia ter escolhido melhores anjos da guarda, viu?! Se tão cedo os deixa, saiba o quanto você foi esperada, e leve consigo todo esse amor, que é o maior do mundo inteiro. Não haverá céu que lhes separe, não haverá tempo sem que esteja para eles, e eles estejam para você, pequenina. Tampouco a dor irá embora, ficará em nós através de um nome e um sonho. Brinque com os anjos, pequena. Te guardaremos no altar mais belo. Te amamos.
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